Meu casamento, a Igreja!

17-08-2009 11:39
MEU CASAMENTO, A IGREJA
Efésios 5.22-33
pregado em 16.08.09 - Manhã

Apresentar a esposa sem rugas e sem mancha ou coisa semelhante (v27) será uma tarefa quase impossível para qualquer marido... Mas brincadeiras à parte, o resumo do texto que lemos está no v33, que diz que o marido deve amar à sua esposa como a si mesmo e a mulher deve tratar seu marido com todo o respeito.
É preciso notar que este texto é continuação da ênfase expressa no v21, que diz: “Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo”, e tudo o que for dito daqui em diante deve ser entendido sob este enfoque, através da nossa própria submissão ao Espírito Santo (v18).
Nossas relações cristãs e de submissão ao Espírito Santo devem refletir-se em nosso lar. É interessante notar que Paulo tratará de nossos deveres, e não de nossos direitos conjugais. Assim, Paulo diz que as mulheres devem se sujeitar a seus próprios maridos, como ao Senhor. Cristo restabelece a dignidade da mulher que fora perdida entre povos e religiões (Gl 3.28), colocando-a em equilíbrio ao homem. “Entretanto, na família, por uma questão de ordem e unidade, deve haver liderança, a qual cabe ao marido e pai, e sua autoridade deve ser aceita” (Francis Foulkes em, Efésios, Introdução e Comentário, p 128). O ato de sujeitar-se da esposa expressa o seu temor (respeito) ao próprio Deus, demonstrando uma vida cristã ativa. Sujeitar-se tem o sentido de “abrir mão de seus direitos, se necessário”. Não é qualquer tipo de sujeição que agrada a Deus, como, por exemplo, a escravidão, mas é o tipo de relação segundo o modelo de Cristo, pois, assim como Cristo é o cabeça da Igreja, o marido é o cabeça da mulher....
Mas esta relação não é unilateral, e sim recíproca. Crisóstomo diz: “Já viste a medida da obediência? Pois ouve também a medida do amor. Desejas que tua esposa te obedeça como a Igreja a Cristo? Então, cuide bem dela, como Cristo o faz com a Igreja” (idem F.Foulkes, apud, p 129). Em outras palavras, a autoridade do homem está intimamente associada à sua auto-entrega. Ele deve amar (agapaō) à sua própria esposa a ponto de poder entregar-se à morte por ela, assim como Cristo fez com sua Igreja. Perceba que a ordem ao marido é bem mais exigente do que o sujeitar-se.
O cuidado do marido para com a esposa a separa (distingue) entre todas as outras. O que oferecemos à nossa esposa nenhuma outra mulher poderá receber; e como o amor do marido torna a sua esposa bela e formosa! Isso a mantém pura, estabelecendo uma relação de satisfação mútua. Esta satisfação é tal que o marido que ama (agapaō – amor desinteressado) a sua esposa ama a si mesmo, porque com ela é uma só carne.
Há aqui um mistério, ou uma “grande verdade escondida”. Paulo diz que a união de Cristo com a Igreja em uma só carne é algo que ainda não nos é totalmente compreensível. Mas, de qualquer forma, o relacionamento conjugal deve ser uma amostra, ou um referencial, mesmo que imperfeito, para apontarmos para a relação de Cristo e Sua Igreja.
E como está nosso relacionamento conjugal? Será que estamos glorificando a Deus e apontando para a Igreja com o que nossos filhos e filhas vêem dentro de nossas casas?
Somente a plenitude do Espírito Santo poderá colocar nosso casamento como parábola viva sobre a Igreja. Só Deus pode nos dar o casamento que ilustre a Sua relação com a Igreja. “para transformar o casamento que você tem no casamento que você quer, é necessário cultivar o amor” (Adão Carlos Nascimento em, Oficina de Casamentos, p 20).
Pr. Josimar
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