Andando sob holofotes
27-07-2009 11:53ANDANDO SOB HOLOFOTES
Efésios 5.1-14
pregado em 26.07.09 - Manhã
Mimetismo é a capacidade que um ser vivo tem de imitar de maneira bastante semelhante as condições do ambiente à sua volta, de modo a ser confundido com este, evitando seus inimigos naturais.
A palavra “imitadores” vem do grego “mimētai”, e, quando o assunto é perdão, não há melhor pessoa a ser imitada do que o próprio Deus (v1), a ponto de podermos ser confundidos a Ele ou, em outras palavras, representá-Lo neste mundo.
Paulo diz que não há melhor maneira de representar a Deus neste mundo do que expressando amor (v2). “O amor deve caracterizar o progresso diário do cristão ao longo da estrada da vida” (Francis Foulkes em, Efésios, Introdução e Comentário, p 115). Quando vivemos o amor sacrificial de Cristo pelo nosso próximo, um aroma agradável alcança o trono de Deus.
Mas há aqui uma séria advertência: Entre nós não deve haver nenhum tipo de perversão do verdadeiro amor, nem sequer menção de imoralidade sexual - porneia -, ou qualquer tipo de impureza, cobiça, obscenidade, conversas tolas (ou palavras vãs, daquelas ditas pelos bêbados, segundo Plutarco), gracejos imorais (ou pensamentos fronteiriços à indecência), pois estes que os praticam estão muito longe do Reino de Deus. Destes, é melhor afastar-nos, para não praticarmos o mesmo, ou para não os imitarmos.
Paulo não está falando que não podemos ter senso de humor ou até que não possamos falar sobre sexo, mas está excluindo a “conversa desrespeitosa” de nosso meio.
Pois, ao contrário dos que vivem em trevas, o cristão deve buscar palavras de ação de graças, porque expressa a verdadeira luz, e tudo o que está em nós fica exposto em Cristo. O fruto da luz de Cristo em nós é bondade, justiça e verdade, permitindo que façamos tudo aquilo que é agradável ao Senhor.
É preciso notar, porém, que é a nossa luz que reprova a ação e a vida dos ímpios, mas, também é ela que dá possibilidade ao ímpio de enxergar seu erro e sua necessidade de Cristo.
Por isso, não devemos ter parte com as trevas, nem sequer ter curiosidade do que nelas há; mas não podemos nos esconder do mundo, pois Cristo nos chama para os holofotes do julgamento, expondo nossas vidas claramente a todos, de tal modo que possamos refletir a Sua própria luz ao mundo.
A luz, por menor que seja, é importante para romper as trevas! Foulkes diz sobre os cristãos que “receberam a luz, e eles se tornaram em si mesmos luminosos – Mt 5.14)” (idem Foulkes, p 120)
É isso que diz este hino que encerra o texto (v14). Em outras palavras: “Saia dos seus pecados, levante-se para uma nova vida e reflita a luz de Cristo neste mundo de trevas”.
Confundir-se com Cristo, em Sua luz, deve ser o alvo de toda uma vida cristã. Todos estão convidados a serem cristãos, debaixo dos holofotes, sejam eles quais forem!
Pr. Josimar
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